SANTARÉM - Platex, Companhia Nacional da Fiação e Fleximol preocupam ao Bloco de Esquerda

«A Platex parece estar esquecida pelo Governo». Quem o diz é José Gusmão, deputado do Bloco de Esquerda, que, em declarações à Hertz, lamentou que «há pouca informação disponível sobre a IFM». Apesar de estar em vias de ser empossada uma nova administração e de poder estar para breve a verba proveniente do Fundo de Equilíbrio Financeiro, o deputado bloquista considera que já viu uma luz mais intensa ao fundo do túnel. Ainda assim, José Gusmão promete não deixar esta matéria cair no esquecimento:

«Temos tido poucas novidades do ponto de vista do posicionamento do Governo em relação à Platex. A determinada altura, pareceu haver alguma luz ao fundo do túnel ainda quando o dr. Manuel Pinho estava no Ministério da Economia, mas entretanto essa questão parece ter sido um pouco esquecida e nós não temos ouvido novidades em relação a eventuais intervenções nessa empresa. Iremos continuar atentos e, agora, procuraremos confrontar o novo executivo com essa situação, assim como em outros casos no distrito de Santarém. Ainda há pouco tempo confrontámos o Ministro do Trabalho com o processo da Fleximol, do Cartaxo, em que um conjunto bastante elevado de trabalhadores foi despedido. O Estado não pode ter uma postura de intervenção e de apoio no caso de grandes empresas e de bancos e, depois, andar alheado quando estamos a falar de empresas de dimensão média». Da Platex para a Companhia Nacional de Fiação e Tecidos, de Torres Novas - está em lay-off desde 7 de Junho - que mereceu referência do Bloco de Esquerda, através de um requerimento enviado ao Governo, onde são questionadas as eventuais medidas a tomar para tentar salvar os cerca de 150 trabalhadores que, actualmente, laboram na Companhia. Segundo é do domínio público, nesta altura, a empresa ainda não liquidou os subsídios de férias relativos a 2008 e 2009, para além do subsídio de Natal de 2009. José Gusmão pretende que o Governo faça o ponto de situação: «Neste caso, não temos os meios que nos permitam averiguar da viabilidade da empresa. Nesta altura, o Ministério da Economia tem um papel muito importante e precisa de estar atento a todas estas situações e não apenas às mais mediáticas, no sentido de averiguar e analisar todos os casos para determinar, ponto um, se houve processos menos claros na gestão dessas empresas e, ponto dois, se as mesmas são viáveis a longo prazo. Em relação à Companhia de Torres Novas, será necessária essa averiguação para depois se intervir, caso a empresa seja viável».