FUTEBOL - Direcção do U. Tomar sai no final de Janeiro senão surgirem apoios
Está estipulado um prazo e, a partir daí, não há volta a dar! A direcção do U. Tomar vai sair no final deste mês de Janeiro caso não cheguem apoios da Câmara Municipal, concretamente para ajudar a liquidar a dívida às Finanças, que anda na ordem dos 115 mil euros. Os dirigentes pretendem que a autarquia adiante parcelas do subsídio que é atribuído ou, outra hipótese, seja avalista num eventual empréstimo que seja contraído, prática comum em vários pontos do país. Porém, até agora, não há qualquer tipo de acordo. Abel Bento, vice-presidente do U. Tomar, esteve no Hertz Desportivo e fixou, assim, o final do mês como prazo:
«Senão surgirem medidas concretas de apoio ao clube, no final do mês vou sair. Não vou continuar. Depois, espero que quem tem alguma responsabilidade em muito do que se está a passar com o U. Tomar que tenha a coragem de se assumir e tome conta do clube. Só mesmo estando dentro é que se pode ter a noção do que são as dificuldades que o clube atravessa neste momento. Quando chegamos ao ponto de necessitarmos de fazer uma participação de um seguro que custa 50 euros e não os temos, está tudo dito... O U. Tomar está a chegar ao fundo do poço e senão querem realmente resolver as coisas, então eu e os restantes membros da direcção não podemos fazer mais. Tudo temos feito para tentar resolver as coisas, como não conseguimos então o melhor é mesmo sair». A dívida às Finanças continua, assim, como o grande problema do U. Tomar. O presidente Jorge Pereira lamentou o comportamento da direcção anterior, concretamente o responsável máximo, que tornou o clube em pessoa má pagadora: «Alguns clubes têm negociado a dívida com as Finanças e pagam prestações durante vários anos, só que o U. Tomar não pode pagar em prestações, por dois motivos: primeiro, só aceitam negociar com o pagamento real da dívida, ou seja, tem que haver uma garantia do valor total. Segundo, a antiga direcção, na pessoa do seu presidente, foi notificada oito vezes com carta registada e aviso de recepção, mas nunca compareceu nas Finanças, como tal o U. Tomar está dado como pessoa que não quis negociar. O presidente da Câmara Municipal de Tomar já se deslocou a Santarém para falar com o chefe das Finanças e ajudar, de alguma forma, o clube, mas aquilo que lhe disseram foi o mesmo que nos tinha sido comunicado, ou seja, só valia uma garantia do valor total da dívida...».
